Sobre
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O Puxa Ficha é uma plataforma de consulta pública sobre candidatos mapeados para 2026. O objetivo é oferecer informações públicas disponíveis de forma acessível, com análise crítica e transparente.
A cobertura atual é dos cargos majoritários do Executivo: Presidência da República e governos estaduais, incluindo os vices das chapas. Senado e Câmara dos Deputados ficam de fora por enquanto, porque uma amostra pequena das duas casas informaria menos do que sugere. Dados de mandato parlamentar continuam sendo usados como fonte sobre quem hoje ocupa uma cadeira e disputa o Executivo.
Diferente de ferramentas que simulam neutralidade, o Puxa Ficha tem uma perspectiva editorial explícita: linguagem acessível para a classe trabalhadora, foco em contradições entre discurso e prática, e transparência sobre critérios, limites e fontes.
É um projeto de mídia independente e de código aberto, e as duas coisas se sustentam uma na outra. Independente porque a apuração não passa por intermediário: o que vai para uma ficha parte de fontes públicas, com prioridade para os registros oficiais do TSE, da Câmara e do Senado, e uma rotina automatizada revalida as fontes citadas antes de um candidato entrar ou voltar para a lista pública. Se uma fonte estiver fora do ar ou não sustentar o que foi afirmado, a publicação daquele candidato falha em vez de seguir.
Aberto porque o código que faz tudo isso é público. Método fechado pede confiança; método aberto aceita conferência.
Nos perfis, alertas e destaques positivos exibem selos que indicam se o trecho foi escrito ou checado pela curadoria editorial, se envolveu IA ou se foi produzido por fluxo automático. O selo também indica se o trecho ainda aguarda verificação adicional, com links para fontes quando houver.
01 Fontes e Metodologia
O Puxa Ficha organiza fontes públicas consultadas (TSE, Câmara, Senado, CGU, Wikipedia e outras) com rotinas automatizadas e checagens operacionais por fonte. Pontos de atenção e trechos editoriais exibem selos que indicam se já houve checagem editorial, se ainda há pendência de verificação ou se o trecho veio de fluxo automático. Pontos gerados por IA como alerta só entram na página pública após checagem editorial registrada no sistema. Isso não equivale a parecer jurídico nem a aprovação humana final.
Para o detalhamento das fontes consultadas, frequência de atualização, pipeline de dados e indicadores de frescor, veja a página de metodologia. A metodologia da comparação do quiz está em Metodologia do quiz.
02 Código aberto
Todo o código do Puxa Ficha é público no github.com/thiago-salvador/puxa-ficha, sob Apache License 2.0. Qualquer pessoa pode ler como as fichas são montadas, conferir se o que esta página descreve corresponde ao que o código realmente faz, apontar erro, propor correção ou hospedar a própria versão do projeto.
Isso inclui a parte que costuma ficar invisível: as rotinas de coleta, os critérios que decidem o que entra numa ficha e as travas que impedem a publicação de um candidato enquanto uma fonte citada não se sustenta. Não é preciso acreditar na descrição do método, dá para ler o método.
Colaboração é bem-vinda e tem uma porta só. Correção de dado, fonte melhor, erro de português ou código: tudo entra por issue ou pull request no repositório, à vista de todo mundo. Nenhuma alteração vai ao ar sem passar por revisão, e a decisão final sobre o que é publicado continua sendo editorial, não automática. Discordar do critério também é contribuição: o lugar de fazer isso é uma issue pública, não um canal privado.
A licença Apache 2.0 cobre o código. Os dados exibidos são registros públicos, sujeitos à Lei de Acesso à Informação, e não à licença do software. Dado pessoal de quem não é candidato não entra: CPF de doador, por exemplo, aparece nos artefatos apenas como hash.
03 Financiamento coletivo
Um site que puxa a ficha de quem disputa poder não pode ser pago por quem disputa poder, nem por anunciante com interesse no resultado da eleição. Quem banca define, no limite, o que pode ser dito. Por isso o Puxa Ficha se financia por apoio coletivo, numa campanha aberta no APOIA.se, onde qualquer pessoa vê quanto foi arrecadado, quantas pessoas apoiam e para que serve cada faixa de valor.
A campanha declara quatro metas. R$ 2.000 cobrem os custos de infraestrutura do site por pelo menos três meses. R$ 5.000 remuneram as horas de apuração e reverificação contínua durante o ciclo. R$ 10.000 permitem formar uma equipe de desenvolvimento e dados para novas frentes, como calendário oficial e apuração de fatos levantados em debates. R$ 25.000 fazem o projeto se pagar por completo, com equipe dedicada e a possibilidade de seguir relevante depois da eleição.
O apoio começa em R$ 19, com nome no mural de apoiadores e uma ficha de apoiador personalizada no estilo dossiê do site. A partir de R$ 49, a ficha vem em versão estendida, com carimbo dourado e número de série. A partir de R$ 99, o nome entra nos créditos do relatório retrospectivo que será publicado aberto depois da eleição, com os números do ciclo inteiro. A partir de R$ 249, o nome fica em destaque permanente nesta página, na seção de quem tornou o projeto possível.
Todo o conteúdo do site é gratuito, sem cadastro e sem anúncio. O que o apoio paga é a operação por trás disso: servidores, banco de dados, monitoramento e as horas de conferência contra as fontes oficiais que mantêm o site no ar e atualizado até outubro de 2026. A campanha está em apoia.se/puxaficha.
04 Autor
Projeto de Thiago Salvador, criador de conteúdo sobre inteligência artificial e política.
Dúvidas, sugestões ou pedidos de correção podem ser enviados para contato@puxaficha.com.br.
Para retificar uma ficha pública, use esse canal e envie o link da ficha, o trecho questionado e a fonte oficial ou documento que sustenta a correção. Use o assunto Retificação de ficha. O pedido será analisado sem promessa de remoção automática de dados de interesse público.